Movimento Confessional na Igreja Metodista Unida

Artigo # 3

Nossos Principios Doutrinarios

e nosso posicionamento com respeito a Sexualidade

Confessando Jesus Cristo como Filho de Deus, Salvador, e Senhor,

o Movimento Confessional tem o objetivo de restaurar

a classica identidade doutrinaria, assumindo isto como um estilo de vida.

O PROBLEMA: O que a confissao biblica do nome de Jesus Cristo, como Filho de Deus, Salvador, e Senhor, interpretada  de acordo com a Doutrina da Igreja Metodista Unida, requer de nos no que diz respeito aos debates sobre sexualidade e casamento Cristao?

Como Senhor, Jesus reina acima da criacao e da historia, e acima da existencia humana, incluindo a sexualidade humana.

No inicio do seu ministerio Jesus ensinou: “Nao tendes lido que o criador os fez desde o principio homem e mulher, e que ordenou: Por isso deixara o homem pai e mae, e unir-se-a a sua mulher; e serao os dois uma so carne? Assim ja nao sao mais dois, mas uma so carne. Portanto o que Deus ajuntou nao separe o homem.” (Mateus 19:4-6 NRSV). Esta e a verdade crista no que diz respeito a sexualidade humana. Casamento e um compromisso  entre um homem e uma mulher. Casamento, de acordo com o ensino cristao, e o compromisso mutuo do casal. O casamento e tambem a oportunidade de se criar uma atmosfera onde nossos filhos sao gerados e crescidos como consequencia de nossa sexualidade.

A atual moral relativista de hoje agride a graca de Jesus Cristo no que diz respeito a sexualidade humana. Este relativismo e rebeliao tem encontrado espaco na Igreja Metodista. Existe um grupo que entende o casamento como um contrato de curto periodo que deseja legitimizar a pratica homossexual e nao se importa em proteger o recem nascido e a geradora deste. Em algumas areas de nossa denominacao o sexo antes do casamento, sexo fora do casamento, e a serie de casamentos e tolerado com silencio. A cultura que confunde o Senhorio de Jesus Cristo com tolerancia tem crescido em nossa Igreja. O Movimento Confessional desafia este uso errado do principio da tolerancia que coloca de lado a autoridade de Jesus Cristo e o ensino sobre a sexualidade.

Escritura e Relativismo Sexual. O resultado da confusao sobre tolerancia e o de que a Igreja tem sido continuamente pressionada a tomar descisoes que abandonam as normativas do ensino da Escritura no que diz respeito a conduta homossexual. O argumento frequente e o de que as proibicoes contra o ato sexual com pessoas do mesmo sexo sao parte do contexto da cultura pre-moderna. Entretanto as normativas morais dos textos biblicos nao podem ser apresentadas fora do seu contexto cultural. Como todo texto sagrado e escrito, enviado, e modelado dentro de um contexto, sua moral e autoridade nao e reduzido ao contexto. Por exemplo, muitos advogados que defendem a aceitacao do comportamento homossexualista argumentam que as proibicoes mencionadas no livro de Leviticos, que condenam a ato sexual entre pessoas do mesmo sexo, representam a lei judaica da qual o evangelho nos libertou. Mas Paulo claramente nao aceitou que este comportamento sexual fosse parte do ritual levita que havia sido transcendido pelo sacrificio de Cristo na cruz. A tradicao moral mosaica ainda e uma orientacao para os cristaos. Como Paulo disse, “Pois que? Havemos de pecar porque nao estamos debaixo da lei, mas debaixo da graca? De modo nenhum” (Rom. 6:15). Ele entendeu que a Graca na ignora a moral; ela de fato motiva e da autoridade a moral. “Anulamos, pois, a lei pela fe? De modo nenhum; antes estabelecemos a lei.” (Rom. 3:31).

Todos os que querem legitimar o homossexualismo dentro da Igreja Metodista tem como base para seus argumentos a re-interpretacao de Romanos 1. eles argumentam que este texto (Romanos 1) nao pode ser aplicado a contexto contemporaneo do homossexualismo. Ainda assim muitos biblicistas, tanto quanto a grande maioria da Igreja, nao aceitam este argumento. Paulo analisa profundamente o pecado e nos apresenta a analogia entre o comportamento homossexual e a idolatria. O comportamento homossexual e uma recusa da identidade masculina e feminina, e sendo uma idolatria, nega nossa identidade de criaturas de Deus. No que diz respeito a esta analogia, Joao Wesley pessoalmente chamou a atencao para esta analogia (Notas do Novo Testamento, p. 522), argumentando que a idolatria so traz disonra a Deus. Diante disto, o comportamento homossexual traz idolatria ao corpo criado para a uniao entre homem e mulher.

Outro argumento que e usado para justificar a “bencao” ou o “casamento” de parceiros do mesmo sexo e o que declara que pessoas de orientacao homossexual nao teriam gratificacao sexual se lhes fosse negado a gratificacao. Para alcancar isto teriam a possibilidade de celibato. O que, desonraria a vida e ministerio de geracoes de cristaos solteiros, e pior que isto, seria declinar a integridade de pessoas que viveram sob o senhorio do Senhor.

A normas biblicas que a Igreja Metodista assume como doutrina exige que desafiemos a corrente que tenta dominar os conceitos eticos da Biblia declarando-os como ambiguos e culturais. Os metodista confessionais acreditam que nossa Igreja quer o “celibato da pessoa solteira e a fidelidade no casamento” como um principio biblico que deve ser defendido.

Reafirmando a Maxima Disciplina Estabelescida Anteriormente. O Movimento Confessional na Igreja Metodista Unida affirma e suporta a linguagem balanceada de 1972 e toda subsequente Conferencia Geral da Igreja Metodista Unida e suas disciplinas.

(1)   Desde 1972 nossa Disciplina tem afirmado que homossexuais  sao “pessoas de verdadeira consagracao, que precisam de ministerio e orientacao da Igreja para com suas dificuldades de realizacao pessoal.”

(2)   Da mesma maneira a Conferencia Geral de 1972 tem o direito de manter, sem ambiguidade, a conviccao de que a pratica do homossexualismo e “incompativel com o ensino cristao.” Este principio tem sido mantido, ou crescido entre a maioria entre 66% e 80%, quando pesquisado e deve ser mantido e nunca desafiado.

(3)   A Conferencia Geral de 1976 e todas as Conferencias Gerais tem mantido o direito de manter fundos que venham de “qualquer organizacao ‘gay’ que tenha por objetivo motivar a aceitacao do homossexualismo.”

(4)   A Conferencia Geral de 1984 e 1988 corrigiu ao adotar como afirmacao ministerio ordenado clerico o compromisso de “fidelidade no casamento e celibato entre solteiros”, e declarou claramente que “aqueles que declaram a pratica homossexual nao serao aceitos como candidatos, ordenados ministros, ou nomeados para servir na Igreja Metodista Unida.” E em 1988 a Conferencia Geral agiu corretamente em “afirmar que a Graca de Deus e disponivel a todos.”

(5)   A Conferencia Geral de 1992 foi sabia quando nao revisou a tradicao e interpretacao em beneficio de uma afirmacao neutra que se submeteria a tradicao a corrente relativista e moral.

Principios Sexuais. Nos recomendamos os seguintes principios aos delegados da Conferencia Geral a serem considerarados para o debate sobre sexualidade.

(1)   Em continuidade e congruidade para com as decisoes anteriores, nos declaramos a urgencia de que a Conferencia Geral de 1996 mantenha a linguagem e equilibrio dos cinco paragrafos mencionados acima.

(2)   O ensino Cristao privilegia o comportamento sexual e casamento na historia da criacao. Sendo assim, “abencoar” a uniao de pessoas do mesmo sexo como se fosse uma uniao sagrada seria um confronto com o entendimento biblico de casamento. Tais praticas nao podem, em qualque hipotese, receber a bencao da Igreja. Isto seria claramente afirmado na Disciplina.

(3)   Nossa Disciplina deve estabelecer com clareza que todos (leigos ou clericos) devem assumir a afirmacao da sexualidade moral: “fidelidade no casamento e celibato para solteiros.”

Caro leitor: Voce pode nao concordar com o que e aqui apresentado. Mas saiba que nos sabemos que voce ama a Igreja e o convidamos a se juntar e a pensar conosco sobre a doutrina e vida a dois. “Se o seu coracao e igual ao meu, me de a mao.”